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Chapter 19 - CAPÍTULO 12.5 — QUANDO OS MAGOS PARAM DE ACREDITAR

CAPÍTULO 12.5 — QUANDO OS MAGOS PARAM DE ACREDITAR

O Senado Arcano de Aurelion não acreditava em coincidências.

Nunca acreditou.

Sete arquimagos estavam reunidos na câmara inferior — o nível reservado para assuntos que não deveriam existir.

No centro da sala, um cristal de observação flutuava, opaco.

— Trinta e sete ciclos — disse o Arquimago Vaelor, voz baixa. — Trinta e sete, e ainda sentimos… ecos.

— Ecos não significam sobrevivência — retrucou a Arquimaga Lysenne. — Podem ser resíduos dimensionais.

— Resíduos não crescem — respondeu Vaelor.

Silêncio.

O cristal pulsou.

Não luz.

Pressão.

— A instalação confirmou a eliminação — disse outro mago. — O relatório é claro.

— Claro demais — disse Lysenne. — Não houve corpo. Não houve colapso completo. Apenas… desaparecimento.

Ela passou a mão sobre o cristal.

— Algo caiu fora do sistema.

— Para onde? — alguém perguntou.

O mais velho entre eles, Arkanus, abriu um tomo antigo.

— Existem apenas três destinos para um erro de teletransporte selado.

Ele ergueu três dedos.

— Dissolução total.

— Aprisionamento entre camadas.

— Ou ejeção.

— Ejeção… — murmurou Vaelor.

— Para fora da malha imperial — completou Arkanus. — Para continentes que não obedecem nossas regras.

O cristal vibrou novamente.

Uma runa antiga apareceu por um segundo… e se apagou.

— Isso é impossível — disse um senador mais jovem. — A âncora estava ativa.

— Estava — corrigiu Lysenne. — Até rachar.

Vaelor respirou fundo.

— O colar.

Todos entenderam.

— Se o artefato imperial não se quebrou… — ele continuou — então absorveu a falha.

— E se absorveu… — Arkanus fechou o livro — então o portador ainda existe.

O peso da conclusão caiu sobre a sala.

— O Imperador sabe disso? — alguém perguntou.

— Não oficialmente — respondeu Lysenne. — E talvez seja melhor assim.

— Não podemos deixar isso sem resposta — retrucou outro. — Se ele vive…

— Não vive como herdeiro — disse Vaelor. — Vive como variável fora de controle.

Silêncio novamente.

— Proponho vigilância indireta — disse Lysenne. — Nada de buscas abertas. Nada de declarações.

— E se ele retornar? — perguntou o mais jovem.

Arkanus olhou para o cristal.

— Então o Império enfrentará algo que criou… e tentou apagar.

Ele fechou o punho.

— Preparem protocolos antigos.

— Quais? — perguntaram.

Arkanus respondeu sem emoção:

— Protocolos para deuses nascidos fora do trono.

O cristal escureceu por completo.

E, em algum lugar fora do alcance do Senado…

Um nome antigo quase foi pronunciado.

Quase.

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