Ao amanhecer Léo sente uma dor ridícula de forte no estômago,seu corpo viveu tantas situações intensas que havia esquecido de sua fome no deserto.
Ele se arrasta até a porta e as empregadas abrem a porta e olhando para ele no chão comentaram.
- que estado patético desse nosso hóspede.
- sim querida irmã, realmente é lamentável.
- comida...
Fala Léo enquanto um som abafado e fundo ecoou de seu estômago e novamente elas comentam.
- acho que o nosso hóspede está com fome...
- realmente, parece faminto.
Ele fica envergonhado e não responde, logo depois elas trouxeram um prato redondo e largo de madeira, ele fica surpreso e come , ao experimentar o misterioso alimento se empanturra até ficar satisfeito, ele então pergunta a uma delas.
- essa comida é muito boa, oque é isso?
- realmente, realmente, o senhor é muito grosseiro! A refeição de hoje foi a carne de javali selvagem com vermes silvestres...
- vermes!?...
- sim, sim, agora com licença.
Léo fica levemente enjoado, e até mesmo muda de cor, ele volta ao normal e fica menos pálido, ele sai da cabana e começa a explorar a vila e pensa.
" Bom, e agora? Eu já estou em uma civilização, tenho um lugar pra dormir, e ainda tenho ajuda daquelas duas garotas estranhas que surgiram do nada e ninguém ainda me explicou o do porque elas me acompanharem, puta que pariu, é foda. "
Ele vê de tudo em seu caminho, uma camunidade que se encontrava com outra através das pontes que percorriam cada galho e árvore ao redor naquela cordilheira gigantesca.
Ele se vira e vê as duas lhe seguindo, isso o deixa inquieto e diz surrando.
- com certeza elas são as minhas guardas pessoais...
Ele continua andando até notar algo, uma misteriosa e poderosa presença , uma raposa branca de olhos esmeraldas , o protetor da vila oculta dos elfos, ele de alguma forma se delícia com a visão machestosa daquele monstruoso ser. Passou-se boa parte da manhã então veio a tarde e Léo se surpreende ainda mais pois ouviu rumores sobre o ritual religioso dos elfos, porém assim como no seu antigo mundo ele não se importa com isso mas começa a imaginar como será esse tal ritual.
Do lado de fora sons de tambores alegravam a noite de lua cheia, as flautas e harpas eram encantadores um fervor dominou a noite, pois presenças cósmicas guiavam e aconselhavam os elfos, o calor incomodou Léo que saiu de sua " casa " e viu de longe uma luz vinda de onde o tambor batia como se atraísse seu corpo, ele corre até lá e vê ao chegar uma árvore com imagens humanóides e em baixo da árvore ao seu redor havia fogo , não um fogo destrutivo ou feito por ações carnais, um fogo vivo, e dentro daquele fogo havia elfos e esses ao olhar para Léo lhe arrepiou a alma como se alguém tivesse entrado e saído de seu corpo, a intimidade para de lhe incarar e uma fila de elfos começou a se formar alí , todos ficaram de frente para aquela labareda celeste.
- oque foi isso? Não, oque eles são?
- realmente senhor hóspede, é incrível... eles são magníficos não é?
- quem são eles?
- são os espíritos das fadas, eles são as entidades que adoramos.
- espíritos? Então, elas estão mortas?!
- negativo...
- então...
- o senhor não precisa saber de tudo que fazemos ou quais são as nossas tradições, se for nos julgar espero que faça isso em silêncio.
- ei ,espera, eu não estava... Julgando.
" Ah, ela surgiu do nada, assim, e eu ainda fiz ela ter uma péssima interpretação do que falei, AFF. Vou passear por aí, ainda tá muito calor, parece que vou derreter, com certeza vou ficar tão cansado que vou dormir feito Pedra! "
Por mais que Léo estivesse incomodado por ser mau pelo seu mau entendido, escondia em seus pensamentos que naquele momento de alguma forma a garota ficou tão linda a luz da luz que parecia até mesmo uma deusa, Porém ele também relembra que foram esses mesmos tipos de pensamentos que o fizeram idealizar sua namorada até ela o trair com o garoto que fazia bullying com ele.
Sentindo um cheiro estranho Léo vai até a entrada da vila e vê a grande raposa branca morta, diversas correntes em suas patas e pregos de ferro cravados em seu fusinho suas costas em carne viva e seus olhos saltados para fora.
- o que... não... Não... não... que horrível !
Léo não aguenta ver isso vomita imediatamente caindo de joelhos enjoado, do meio do ninho da raposa surgiram figuras amfibias , com pele grossa, escudos e lanças, um exército se formava aos poucos, espadas e porreta, chicotes e correntes, aquilo trouxe uma sombra sobre o rosto de Léo que corre em desespero, ele desvia ataques de chicotes, e aumenta sua velocidade, então saiu do meio do ninho uma criatura maior que os outros e em uma língua estranha comanda algo porém Léo não presta atenção, então de forma rápida eles improvisaram um arco e flecha para aquela figura que parecia agir como comandante, usa uma faca como projétil e os fios do pelo da raposa como fio, ele esticou,mirou e soltou, a faca perfura a perna dele, Léo grita em alta voz , ecoando até o ritual. Alguns elfos aparecem atirando de seus arcos poderosas flecha que perfuram e atravessam a pele das criaturas escamosas. Um deles diz ao ver Léo.
- ei, se levanta, vai até o grande salão, os anciãos já estão se organizando para batalha, vamo levanta, você também é um guerreiro.
Léo choraminga ainda no chão.
- eu não...eu não tô bem...olha a minha perna... nós vamos morrer...
- não deixa essa dor te atrapalhar, nos ajude a salvar o nosso lar.
- droga, droga, droga...
- corre logo porra, as minhas flechas tão quase...
Léo , viu a morte de alguém, não foi um amigo, não foi um familiar ou uma pessoa próxima, foi apenas uma pessoa que o tratou bem, isso lhe fez levantar, não para realizar a vontade daquele que morreu, mas sim por...medo...
Medo de morrer como ele, com uma flecha de madeira no meio da cabeça.
Ele surge no grande salão e implorando para abrirem a porta.
