Cherreads

Chapter 63 - Fim do 1° Andar 1

Estavam em pé, mas ainda precários.

Os ferimentos de Mav não sangravam mas também não tinham fechado, Max ainda parecia meio tonto e levemente precário e Anna não parecia ter recuperado tanto as forças.

Mas ainda assim os três se levantaram e foram em direção ao chefe goblin.

Max foi o primeiro a chegar, provavelmente com ajuda da habilidade [investida com escudo], como um tauro raivoso ele acertou o goblin com tudo com o escudo o empurrando para trás. Ele até tentou atacar mais para dar ataquea com sua espada curta, mas o chefe já estava respondendo ele mesmo com um corte de cima para baixo.

Apenas esse golpe foi o suficiente pra cortar oque ainda estava inteiro no escudo do Max.

'E ele fez usando só uma mão pra segurar aquela coisa enorme.'

Já devo ter dito batido vezes mas, por mais que eu possa detestar aquela coisa, não posso negar sua força e tenacidade.

Sem o escudo Max recuou um pouco e deixou o irmão assumir. A espada longa do Mav também não estava em boas condições, mas ela ainda seria um dos meios mais efetivos contra a espada do chefe goblin, apesar não ser tão grossa quanto a dele.

Mav veio com uma série de estocadas, não tão rápidas quanto antes mais ainda rápidas, porém para o chefe dos goblins os golpes dele pareciam lentos, ele conseguia aparar, desviar e contra atacar. A única dificuldade dele, parecia ser o esforço que tinha que fazer para segurar a espada com uma mão, fora isso ele não parecia muito impressionado.

Quando ele estava prestes a fazer um corte que eu imaginei seria fatal para Mav, Anna veio e impediu. Com uma espada longa de um lado e uma lança de outro, agora as coisas para o chefe goblin começaram a ficar mais complicadas.

Os golpes conseguiam entrar, ferimentos começaram a se acumular, cortes nos braços no tronco, rosto e pernas. Fundos, alguns sérios, mas como o golpe na minha cabeça, nenhum era mortal.

(Kaio: e só espera um puco, o HP dele já tá nos 10%, não que você possa me ouvir.)

–GGREREEUUUUAAAAAAHHHH!!!!!!!

Com um novo rugido, o chefe dos goblins formou o pé e fez um golpe circular lateral que forçou o Mav e Anna para trás. Porém antes que ele pudesse ir atrás e qualquer um, Max apareceu com um novo pequeno escudo.

Era pouco maior que um prato, básico, de madeira com alguns detalhes em ferro mas ainda um escudo. Usando novamente o [investida com escudo] ele conseguiu fazer com que o chefe abrisse a guarda dando chance para ele fazer 3 cortes com a Raptor machete dele.

O chefe goblin respondeu dando uma cabeça nele e o afastando, Mav veio pelo lado e não deixou barato, e Anna pelo outro. Com a troca de golpes entre os 3, tecnicamente 4, eles não viram Cali se aproximar até que ela apareceu agachada a frente do goblin e deu um gancho para cima com a forte direita dela.

O goblin foi lançado alguns centímetros no céu, caiu de pé e logo voltou a atacaca-los com a espada na mão direta.

'Mesmo tão ferido assim, como ele ainda consegue aguentar os ataques dos 4?!'

Se fosse qualquer outro humano, ou mesmo algum das bestas da floresta escura, até eles já teriam caído a essa altura. O problema não era só que o chefe goblin era forte, mas a luta prolongada enfraqueceu meus amigos, simplismente nenhum deles tem condições pra dar um golpe final nesse estado.

Como podemos dar um jeito nisso?.

Talvez se esperar um pouco ele acabe caído pelo cansaço, mas não acho que isso vai acontecer antes dos 4. Além disso, mesmo agora ao longe ainda consigo ouvir alguns 'gigigi' dos outros goblins e uma grande comoção vinda do lado que o senhor Andreas disse que encontraria a senhorita Yaou.

Conseguiríamos aguentar antes de reforços para o chefe goblin chegarem?.

Eu não gosto dessa ideia.

Um pouco mais, só um pouco mais, um último golpe decisivo. Mas onde, onde pode ser.

Como um flash a inspiração apareceu pra mim, a flecha que tinha se enfiado no chão quando bateu na barragem formada pelo rugido do goblin antes. Tirando meu arco das costas eu me levantei levemente cambetante e foi até a flecha.

–Pheeeeppp!!!

Essa foi a primeira vez que eles me ouviram assobiar, mas como se tivéssemos uma só mente eles entenderam quase na mesma hora oque eu queria fazer. Mav e Anna enterraram suas laminas nos pes do goblin o prendendo no chão.

–Gyyyyyaaaaahhhhh!!!!!!

Com a mão esquerda o goblin estava prestes a acertar um golpe em Anna, mas Max apareceu bloqueando com o escudo e enfiando sua espada curta no cotovelo por dentro do braço. Do outro lado Cali prendeu o cotoco do braço, mesmo sendo inútil ela e eu concorda vamos que o goblin ainda podeira fazer alguma coisa só com aquilo.

Sendo honesto eu até senti uma pitada de culpa vendo o chefe goblin assim, mesmo ele tendo matando várias pessoas, feridos muitas outras inclusive meio mestre, devorado outras e até usado os cadaveres de outras como armas, ele sempre lutouncomnnos de forma "igual" então fazer essa estratégia deixa um certo hoypnamargo na minha boca.

Porém considerando que se não fizéssemos isso meus amigos poderiam morrer eu decidi endurecer novamente eu coração. Com a flecha esticada até meu olho eu olhei nos olhos do vermelhos do chefe goblin, consegui ver um resuicio da mente inicial e me concentrando nela disse.

–Até a próxima vez.

E soltei a flecha.

Ela voou rápido e ao mesmo tempo de vagar, silenciosa e extremamente barulhenta ao mesmo tempo. Logo ela se alojou no coração do chefe goblin, até a haste.

Ele olhou para baixo sem entender exatamente oque tinha acontecido. Ele soltou sua espada e com um aceno de mão eu pedi prós outros soltarem ele.

O chefe goblin tocou na haste com a mão que ainda tinha circulando com os dedos a haste a área em volta que lentamente começava avermelhar. Levantando os dedos com sangue ele olhou comum misto de surpresa, confusão, incredulidade e... felicidade, orgulho?.

'Por que ele sentiria isso?'

Talvez fosse uma alucinação pelos meus próprios ferimentos, querendo que ele reconhecesse o esforço que eu fiz junto dos meus amigos ou coisa assim. Fosse oque fosse, a principal coisa que eu pude ver nos olhos dele foi surpresa.

Ele olhou para o ferimento novamente depois para mim. Olhou para todos os outros que lentamente se afastavam dele e se aproximavam de mim, prontos para continuar a luta apesar de exaustos se ncessario.

Ele olhou para mim novamente, e naquele momento eu tive certeza que por algum motivo ele estava orgulhoso pelo que tinha acontecido.

Afinal, ele sorriu.

Um sorriso satisfeito, de dever cumprido, parecido com que meu mestre deu na primeira vez que eu consegui pegar uma grande pressa. Eu não conseguia entender o por quê disso, os outros também pereceram não entender também.

Mas antes que qualquer um de nós pudesse dizer alguma coisa ele revirou os olhos, e caiu. Momentos antes de tocar no chão ele brilhou de forma intensa, muito mais intensa que qualquer uma das criaturas antes, quase como o flash de um relâmpago diretamente na nossa frente e sumiu.

E assim o meu pesadelo de meses se foi, por hora e nos, finalmente conseguimos um caminho até o suporto portal para o segundo andar da Provação. A única coisa que conseguia pensar agora era.....

'Eu estou exausto'

Os outros não estavam muito melhores, assim que o chefe dos goblins soltou aquele clarão e sumiu os sons de luta ao nosso redor pararam abruptamente e logo veio o som dos goblins gritando e batendo os pés, presumivelmente em fuga.

Mas mesmo o som de vários goblins fugindo ainda não eram nada comparado ao o som que veio da direção onde o senhor Andreas e a senhorita Yaou estavam, foi tão ensurdecedor quanto o clarão do em que o goblin sumiu foi cegante. O som fez literalmente o chão tremer e as árvores temerem.

Normalmente isso poderia até nos fazer tropeçar e cair mas isso não fazia diferença já que todos nós já estávamos no chão.

Com a fonte principal de perigo eliminada e o som da fuga em massa dos goblins restantes, a força que nos mantinha de pé acabou e quase ao mesmo tempo nos desabamos no chão.

Não sei para onde nossas arma tinham ido, nem sei se eu ainda estava segurando meu arco a única coisa que minha mente sentia era o chão duro e frio, com um leve cheiro fétido de ferro e coisa queimada. O calor dos corpos dos meus amigos perto e o som de suas respirações lentas mas contínuas, que para mim soavam mais alto que o rugido que ainda balançava as árvores.

'Isso é bom.'

Essa foi a ultima coisa que pensei antes da escuridão tomar conta.

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